Macumba

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domingo, 9 de junho de 2019

Dupla Cidadania Intra-Territorial


Dupla Cidadania



Witzel foi acusado por alguns de "louco" ao desde a posse ordenar abate de traficantes, milicianos ou afins armados, em especial de fuzis em áreas por eles dominados.

Nessa semana o caldo engrossou e já tão acusando de sociopata, mesmo sem terem PHD em psiquiatria para afirmar. Tal parecer, se vista a literatura técnica sobre o assunto somente é atribuído a pessoas com desvio de comportamento a nível de genocidas no próprio povo a título de aumento de popularidade pela via do medo.

Pois bem, a mitologia pontua que no primeiro reinado conhecido dotado de relevante aplicação tecnológica, Atlântida, criou-se duas características distintivas ao vilarejo tradicional. Um Rei que era reconhecido por todos como autoridade inafastável e em contrapartida sua devoção “full time” aos súditos. E, a presença de muros para delimitar fronteiras entre eles próprios e entre eles e o restante da humanidade.

Daí, evoluímos a vivencia carioca com duas cidadanias distintas coexistindo no mesmo território, o tal do asfalto e a tal da favela.

A favela cresce a margem da urbanização municipal, uma manobra desesperada de quem não tem onde morar ou não tem emprego onde morava antes. A partir daí, o favelado tem que “se virar” pois não paga IPTU mas também fica excluído de alguns serviços. Porém a situação que no Rio sempre foi o centro das polêmicas “brabas” nesse tópico é a segurança.

A PM ou a guarda municipal institucionalmente fazem vista grossa do que acontece na favela, a não ser em interesses pessoais ou no caso marginal a sua função, as milícias. Já funciona assim há décadas, não havendo registro oficial de quando isso começou até porque todas as Secretarias de Segurança Pública sempre negaram ignorar esse território.

Aí aparece o Witzel e resolve enfrentar com toda a coragem essa dupla cidadania da maneira que o Código Penal Brasileiro orienta.

A dúvida é: esse “gap” de décadas de omissão deve ser assim abordado? Muito difícil responder. A Análise histórica não ajuda suficiente porque essa dupla cidadania em mesmo território não possui precedentes, seja nas primeiras civilizações ou depois. 

Curiosíssimo, diga-se de passagem, é que a Relação o favelado carioca estabelece com sua autoridade local é um vínculo mais autêntico do que do cidadão “asfaltense” com sua PM. Em linhas gerais pode-se afirmar isso, por mais estranho que possa parecer. Meu palpite como estudioso de mitologia comparada é que algo mais forte nascer no torto é sinal de que toda a sociedade vive de mentirinha notadamente por alguma ladroagem oculta ocorrente ou fundante. 

Quanto a saída institucional, a Constituição é taxada por profissionais do direito de norma estruturante da sociedade. Ledo engano, pois o que funda uma sociedade é a existência de três ou mais pessoas convivendo. A Constituição é quando muito um pacto que pode ser quebrado a qualquer instante, uma intermediação precária entre pessoas. De qualquer forma seria bom se a CR de 88 explicasse o que fazer nesse caso, mas não o faz nem de muito longe por uma simples razão: ela não sabe do que se trata a dupla cidadania intraterritorial do Rio de Janeiro. Poderia até ter tido a franqueza de entrar nesse tema pois em 88 as favelas eram dominadas pelos traficantes, mas como não o fez só nos resta ignorá-la num belo cântico aos mortos para tentar encontrar uma solução eficiente ao caos.

Ainda que se entenda que abater traficante ou afim por Sniper é para tentar impor um mínimo de ordem evitando assim confronto com policiais, tal medida é indevida por ser predatória, incendiante da relação governo/cidadão. E também não há consistência no ato posto que a morte de um ou outro ainda que possa inibir essas exibições não tem o potencial de resolver o problema. Aliás, está até em desuso vê-los ostentando fuzis pela favela, já que os milicianos estão ocupando espaços pois ofertam mais comércio. Se fosse no Rio de 88 talvez esse abate poderia até ter um impacto relevante na retomada dessas áreas pelo governo institucional, mas hoje em dia não resolverá o problema.

Já na hipótese de contato visual entre ambos, o policial e o traficante/afim, aí sim caso haja o tiro o policial fique isento de responder pelo ato, seja porque sua vida estaria em risco, seja pela inexigibilidade de conduta diversa pois não é digno esperar que um policial armado “peça benção” para traficante, miliciano ou afins.

Porém, dada a segregação entre os dois mundos, especificamente quanto a segurança pública, o perigo é o governo fomentar velho oeste americano, só que com menos dignidade porque lá nenhum dos duelantes teria apoio ou pior ainda seria o próprio governo...

Solidariedade ao Witzel por ir além de seus antecessores tentando enfrentar um problema aparentemente insolucionável !?! Como diz o Prefeito Crivela, “o Rio é uma esculhambação total”. Certo é que o Rio só permanece unido como cidade por falta de outra opção...

domingo, 24 de fevereiro de 2019

PROCEDIMENTO INVESTIGAÇÃO


 Lei Nacional  de   2019



                                                                                    Regulamenta Artigo 144, parágrafo primeiro, da Constituição Federal.



Artigo primeiro: A polícia judiciária da União, Polícia Federal - PF, tem a exclusiva e única atribuição de resolver inquéritos federais.

Parágrafo primeiro: O objeto do inquérito federal são crimes com interesse direto ou indireto da União, segundo dispuser lei do Congresso, ou ameaça de terrorismo.

Parágrafo segundo: O Presidente da República por própria iniciativa ou mediante provocação de autoridades poderá excepcionalmente determinar que outros crimes sejam abordados em inquéritos federais. São autoridades competentes a solicitar:

I – Presidentes da Câmara ou Senado.

II – Governadores.

Parágrafo terceiro: No caso do parágrafo anterior os solicitantes devem demonstrar a necessidade da medida e esclarecer se a tramitação passará a ser concorrente a inquérito estadual ou será integralmente passada a PF.

Artigo segundo: A PF será dirigida por Delegado Federal com mais de 30 anos, Diretor Geral – DG, nomeado pelo Presidente cuja exoneração se dará nos mesmos termos.

Parágrafo primeiro: São cargos na PF:

I – Delegado criminal federal, acessível por concurso interno aberto a quaisquer dos servidores deste parágrafo com mais de 7 anos de efetivo exercício cumulativamente no mesmo cargo ou não, contados da data da posse até o último dia do término da inscrição.

II- Agente criminal federal, acessível por concurso público nacional a maiores de 25 anos, somada a aprovação em curso de tiro e prova física incluída defesa pessoal e força em igualdade de condições a todos.

III- Perito criminal federal, acessível ao nível universitário específico por concurso público nacional a maiores de 25 anos.

IV- Agente administrativo, acessível por concurso público nacional a maiores de 18 anos.

Parágrafo segundo: aos três cargos criminais é assegurado o status, extramuros, de Autoridade Federal com livre porte arma em qualquer recinto do país; e poder de requisitar documentos inclusive de copiar informações de qualquer entidade pública ou privada independente de prévia comunicação.

Parágrafo terceiro: aos 3 cargos criminais a lotação inicial será nacional. Ao cargo administrativo a lotação inicial será por unidade federativa de inscrição onde ficará por 3 anos até pretender remoção a outro Estado.

Parágrafo quarto: Será aberto concurso de remoção a todos os cargos nos meses de abril e outubro sem ônus a União. Na remoção por interesse da administração não poderá haver renúncia de benesses financeiras e somente será determinada pelo DG em casos excepcionais.

Parágrafo quinto: Incumbe ao DG nomear e exonerar os Superintendentes Regionais entre delegados com mais de 05 anos na função, salvo se não houver nenhum na unidade.

Do Procedimento

Artigo terceiro: O inquérito será instaurado por portaria que deve constar o suposto enquadramento legal e as causas imediatas e remota, se de ofício ou quem determinou e as suspeitas criminais fáticas.

Parágrafo primeiro: Em caso apresentação de flagrante deve o delegado instaurar imediatamente o inquérito, colher no prazo de 24 horas todas as provas apresentadas e outras úteis ao deslinde. Após análise geral decidir motivadamente pela prisão ou liberdade com ou sem fiança.

Parágrafo segundo: A PF rejeitará denúncia anônima que deverá ser encaminhada a ABIN, no caso de suposto interesse federal.

Parágrafo terceiro: Se o delegado concluir pelo arquivamento deverá encaminhar os autos a corregedoria no caso de capital ou chefe de delegacia noutro caso. O recebedor poderá determinar o arquivamento ou encaminhar a outro delegado prosseguir na condução.

Parágrafo quarto: Cabe ao delegado presidir com exclusividade o inquérito.

Parágrafo quinto: Aplica-se ao inquérito a lei geral do procedimento da União, atual 9784, naquilo em que couber e considerando que o inquérito tem como princípio o sigilo.

Artigo quarto: O inquérito será sigiloso seguindo o princípio da compartimentação horizontal, pela qual somente é repassada qualquer informação nele contida a quem tenha necessidade de conhecê-la para cumprimento diligencial e nos exatos limites do que for imprescindível ao ato determinado.

Parágrafo primeiro: no caso de prisão, o advogado do preso terá acesso integral a investigação. No caso de busca, o advogado do proprietário terá teor parcial da investigação ficando excluídas questões de intimidade de outros investigados.

Parágrafo segundo: quando houver desvio de dinheiro público ou equivalente será opcional, por decisão motivada do condutor, a divulgação da conclusão do inquérito por ocasião do seu encaminhamento final ao julgamento. Lei Estadual poderá estender a divulgação da conclusão do inquérito a outros casos.

Parágrafo terceiro: Durante a tramitação do IPL o condutor não deve manifestar juízo de valor ou repassar informações a mídia ou terceiros, o que poderá será feito a critério do investigado ou seu defensor, nos termos desta lei.

Parágrafo quarto: Haverá dois registros de informações criminais sobre suspeitos, um de domínio popular outro de domínio exclusivamente institucional:

I – Popular: constarão condenações e prisões, podendo ser informado a qualquer cidadão cadastrado mediante pagamento de taxa.

II- Institucional: somente terão acesso os servidores da PF, e demais polícias ou agências governamentais de informação. Constarão também os indiciamentos criminais e relatórios em denúncias anônimas de agências em informação.

Parágrafo quinto: O indiciamento criminal é qualquer informação relevante que o condutor do inquérito entenda pertinente lançar no registro do inciso II, parágrafo anterior, não gerando qualquer consequência ao procedimento, investigado ou eventual julgamento, desde que com a finalidade de auxiliar em outros inquéritos ou enfrentar terrorismo.

Parágrafo sexto: Poderá o DG retirar o sigilo de inquérito tornando-o de domínio popular para atender anseio de investigados, vítimas ou seus familiares, autores biográficos, clamor popular ou embaixada estrangeira, fazendo publicar decisão autorizativa explicitando se agiu de ofício ou por solicitação identificando-o.

Artigo quinto: o inquérito atenderá ainda aos seguintes princípios:

I – Analise científica, pelo qual no inquérito não cabe qualquer presunção sem a contextualização inequívoca, sendo essa a conclusão que não dependa da credibilidade do condutor.

II – Investigação pura, não cabe ao condutor ilações condenatórias ou valores sociais sobre a reprovabilidade de suspeitos, devendo a literatura se ater a contextualização fática.

III – Territorialidade, cabendo a tramitação no local do crime. No caso de vários locais, poderá tramitar em qualquer deles, e havendo pluralidade caberá ao corregedor unificar os inquéritos tão logo tenha deles conhecimento.

IV – Indisponibilidade, vedado ao condutor barganhar benesses com suspeitos salvo no caso de colaboração premiada desde que seja cumulativamente o único meio de avançar nas investigações somada a suposta transgressão mais grave do que a atividade criminal do colaborador. No caso de recuperação de desvios poderá ser oferecida as benesses da colaboração independentemente da condição desde inciso.

V – Universalidade, o inquérito atingirá a todos nacionais ou estrangeiros, não podendo outra lei reduzir seu alcance. No caso de foro por prerrogativa de função, a condução persistirá na PF, cabendo somente a permuta na reserva jurisdicional.

Artigo sexto: Pode o condutor determinar tais medidas, desde que fundamentadas no inquérito:

I – Condução coercitiva de testemunha, quando houver negativa de comparecimento, podendo os agentes ingressarem em residência, em crimes de violência ou desvio de recurso público.

II – Requisitar documentos de entidades públicas ou privadas, podendo determinar que agentes ingressem em estabelecimentos comerciais, em seu horário regular de funcionamento, para obter cópias ou dados quando a empresa demorar a responder pedido.

III – Não intervenção em ato criminoso que tiver conhecimento em monitoramento, para evitar danos colaterais, ou em investigação de ORCRIM visando alcançar liderança, consignando nos autos o ocorrido.

IV – Agente infiltrado pelo período máximo de 30 dias desde que com concordância expressa do servidor, em inquérito que não alcançou a autoria por outros meios.

V – Afastamento de sigilos bancários ou de dados desde que fundamentado concretamente nos autos a necessidade da medida.

VI – Interceptação de comunicações em crimes de violência ou desvio de recursos públicos. No caso de suspeita de terrorismo pode o condutor determinar a interceptação independentemente de crime cometido, com a inequívoca demonstração da ameaça.

VII – Apreender bens ou gravar direitos para fins de prova ou ressarcimento fornecendo rol ao proprietário e devolvendo o que não for necessário, podendo promover alienação no caso de perecíveis.

Parágrafo único: Não haverá condução coercitiva de suspeito, entendendo-se seu não comparecimento como manifestação do direito ao silêncio.

Artigo sétimo: A cooperação internacional poderá ser solicitada diretamente pelo condutor do inquérito a autoridade estrangeira.

Parágrafo primeiro: Quando a medida depender de autorização judicial, depois de obtê-la pode o condutor solicitar diretamente a autoridade estrangeira.

Parágrafo segundo: No caso de bloqueio de ativos financeiros poderá ser intimado preposto da instituição no Brasil quando tiver sede no país. No caso de prisão de cidadão nacional ou estrangeiro fora do país o condutor poderá solicitar a embaixada estrangeira, Interpol ou instituição criminal competente do país solicitado, segundo o que for mais eficiente.

Parágrafo terceiro: É facultada a execução de prisão em país estrangeiro independente de prévia comunicação as autoridades locais, visando obter a mesma posteriormente, desde que não haja impedimento legal.

Parágrafo quarto: DG poderá firmar acordo com a polícia da ONU para apuração conjunta tanto em inquérito conduzido pela PF quanto pelas Nações Unidas, podendo também haver repasse da presidência em ambas as vias.

Da Corregedoria Geral – COGER

Artigo oitavo: O Corregedor Geral será nomeado pelo Presidente da República para mandato de 2 anos entre delegados com mais de 10 anos na função, ativo ou inativo, somente podendo ser exonerado a próprio pedido ou por solicitação do Presidente aprovada pela Câmara Federal em maioria simples. No caso de troca de Presidente considera-se extinto o mandato.

Parágrafo primeiro: Cabe ao Corregedor Geral nomear os Corregedores Regionais entre delegados com mais de 5 anos de função, podendo exonerá-los livremente.

Parágrafo segundo: A Corregedoria Geral é órgão colegiado com sete membros presidido pelo Corregedor cujos membros terão mandato de um ano:

I – Um indicado pela Câmara Federal e outro pelo Senado Federal entre cidadãos com mais de 30 anos e notável conhecimento do sistema criminal.

II – Quatro Delegados Estaduais indicados por Governadores e nomeados livremente pelo Presidente da República.

Artigo nono: Incumbe ao Conselho da Corregedoria Geral com sede no Rio de Janeiro:

I – Dirimir conflitos de territorialidade em inquéritos dentro da PF, entre a PF e Polícia Estadual ou entre elas.

II- Estabelecer orientações infra legais desde que a pedido do DG, ou Presidentes da República, Câmara ou Senado, quanto a tramitação do inquérito.

III – Determinar a demissão de delegados federais.

IV – Decidir por avocar PADs a pedido de qualquer integrante do conselho, encaminhando a outro delegado a instrução.

Parágrafo Primeiro: Incumbe ao Corregedor Regional:

I – Determinar o arquivamento de inquéritos nos termos desta lei, podendo delegar o ato a outro delegado.

II – Decidir sobre procedimentos administrativos disciplinares – PADs em penas de suspensão ou advertência a todos servidores.

III – Decidir sobre PADs em penas de demissão a servidores administrativos.

IV – Recomendar demissão de servidores policiais salvo delegado ao COGER, o qual decidirá individualmente podendo acatar a sugestão do regional ou aplicar outra pena.

III – Convidar delegado a instruir PAD, no âmbito da superintendência regional.

IV – Dirimir conflitos de atribuição no âmbito regional.

Da Perícia

Artigo décimo: O Diretor de Perícia - DIPE será nomeado e exonerado pelo DG entre Peritos com mais de 10 anos de efetivo exercício em qualquer cargo da PF.

Parágrafo primeiro: Cabe ao DIPE nomear e exonerar todas as chefias de perito.

Artigo onze: Os laudos serão emitidos por um Perito de área técnica voltada a questão em análise. No caso de perícia de local, o laudo será emitido por dois peritos de qualquer área que terão o poder de interditar o local do crime por prazo até 7 dias, sob pena de prisão pelo crime de desobediência ou equivalente ao proprietário ou outrem que descumprir.

Parágrafo primeiro: O chefe imediato do Perito emissor poderá fazer questionamentos adicionais àqueles solicitados pelo condutor do inquérito, após a elaboração da peça.

Parágrafo segundo: O chefe imediato do Perito poderá colocar em dúvida o laudo e encaminhar a outro perito que concordará ou emitirá outro, porém ambos os laudos instruirão a devolução ao condutor do inquérito.

Parágrafo terceiro: Os laudos da PF somente podem ser solicitados pelo condutor do IPL, mas durante o processo criminal o juiz poderá determinar que o Perito responda indagações da acusação ou defesa.

Disposição Finais ou Transitórias

Artigo doze: Aplica-se subsidiariamente a essa lei o regulamento geral dos servidores federais, atual 8112.

Artigo treze: Os cargos de escrivão e papiloscopista virarão Agente criminal federal.

Artigo quatorze: As funções temporárias criadas por essa lei serão remuneradas segundo decreto da Presidência da República.

Artigo quinze: Esta lei entra em vigor na data publicação.



Brasilia, de 2019

Jair Bolsonaro

Presidente da República





Exposição de Motivos



A investigação deve ser abordada em um procedimento próprio numa instituição destinada exclusivamente a essa atividade. É que é direito de todo cidadão não ser acusado açodadamente. E sem estar bem delineado a distância da fase de apuração da fase de julgamento esse constrangimento fica corriqueiro.

Valendo levantar se a fase de investigação for devidamente aprofundada a fase de julgamento fica mais precisa ou sua desnecessidade. Quanto a isso a literatura é rica em frases milenares como mais vale 10 criminosos soltos que um inocente preso.

Claro, o resumo da ópera é simples e cristalino: não se quer nem um país de bandidos nem de bodes expiatórios, daí o importante é a excelência do inquérito escanteando inércias ou perseguições. E isso se faz especializando em absoluto a atividade do condutor, numa instituição legal cuja única atribuição seja apurar, garantido assim ausência de protecionismo ou apontamentos indevidos.

Explicando a reestruturação, quanto a escolha do DG, há pleitos por eleição interna. No entanto, nesse momento de adaptação institucional melhor que a definição permaneça com o Presidente da República.

O ingresso no cargo de delegado por concurso interno é a melhor forma de fortalecer a condução do inquérito, porquanto ocupará a função quem somar duas relevantes aptidões: já trabalhar na área e ainda ser aprovado em 2 concursos, um nacional e outro interno. Essa experiência é selo de credibilidade que toda a sociedade espera de um investigador criminal. Nessa perspectiva, a polícia judiciária deve ser valorizada pelo governo e Congresso, pois a área criminal é a última instância a afastar convulsões sociais.  Vale a franqueza na importância do tema: uma sociedade fraterna ou seu caos vai depender se a área criminal atua ponderadamente.

A diferença entre cargo criminal e cargo administrativo é necessária pois no primeiro há o embate extramuros, já o outro se limita a assistência ao inquérito ou suporte administrativo. No entanto, o acesso ao concurso interno ao administrativo visa tanto valorizar a função dado seu salário inferior ao cargo criminal quanto aumentar a concorrência ao cargo de delegado em razão de relevante experiência do administrativo.

Passando a procedimentalização do inquérito, principal objetivo dessa lei por ser a finalidade da instituição: garantir seriedade a investigação.

Quanto a instauração do inquérito hoje se faz por portaria ou pelo auto de flagrante. No entanto, fica excluída essa segunda hipótese pois carece da fundamentação adequada e ainda impede circunstanciar diligências úteis além daquelas apresentadas em plantão.

No que tange a denúncia anônima, a polêmica sobre o assunto é em nível internacional, notadamente por ser eventualmente utilizada como perseguição em situações ilegais de conluio com algum braço governamental.  Ela é um documento, petição ou telefonema apócrifo. Porém, se for alguém dizendo que tem um cárcere privado, por exemplo no bojo de sequestro, deverá a polícia agir imediatamente, verificar. E, depois instaurar o inquérito se for o caso. Na maior parte das vezes é algo não urgente que demande medidas de apuração. Então, a ABIN reúne todas as condições a rapidamente verificar a consistência da denúncia anônima para a sociedade. E se for o caso encaminhar a PF. Essa é uma maneira eficiente de equacionar a relevância da denúncia anônima com o constrangimento que ela possa causar em inocentes.

Quanto ao arquivamento, é criado um reexame necessário. Investigar é medida de extrema inteligência, tanto em casos simples quanto em casos complexos. Como exemplo, num caso simples de fraude, pode o condutor do inquérito solicitar o arquivamento por não encontrar meios de alcançar a autoria. No entanto, possível ter deixado passar alguma medida que poderia ser feita. Nesse caso, com uma segunda análise de outro delegado experiente fica mais difícil de alguma atitude útil ser deixada em branco.

Vale esclarecer que o monopólio da ação penal por promotores previsto na Constituição pontua que somente a eles cabe decidir sobre a conveniência da acusação pública, ou seja, a questão se resolve interna corporis de maneira que se algum promotor for questionado de inércia em oferecer a denúncia o recurso é feito dentro do próprio órgão que decidirá sem possibilidade de recurso a outro órgão.

Portanto, o arquivamento de inquérito nada tem a ver com esse preceito. Há de ser feito pela própria instituição que o instaurou, inclusive em respeito a princípio fundamental em metodologia: a natureza do ato condiciona a natureza do desato.

Quanto a compartimentação, aqui fica evidente como o procedimento do inquérito denuncia se o país vive em liberdade ou opressão. A compartimentação é vertical quando o chefe de governo tem acesso piramidal a todas informações pois o condutor é obrigado a informar seus passos a seu chefe e esse faz o mesmo. Como isso ocorre em todos inquéritos o DG passa a ter visão de todos investigados. No modelo oposto a divulgação de informações é pelo critério da necessidade do mínimo de informação para fiel cumprimento de atos, para que todos sejam submetidos a lei, inclusive o chefe de governo ou seus afetos.

O único caminho a evitar a gangorra/dialética da compartimentação, dado isso militarizar em segregação de métodos como explicado, seria eleição interna a DG, pois quando ele é escolhido pelo governo fica sempre a dúvida sobre as intenções detrás da escolha. No entanto, como já explicitado, nesse momento de reestruturação a escolha há de ser feita pela presidência para se evitar carreirismos institucionais dada a notória insatisfação dentre os cargos que ocorreu nos últimos anos e que será equacionada ao longo do tempo com o concurso interno.

Quanto as medidas socialmente invasivas temos a busca e a prisão. Dado a pertinência do tema de fundo devem elas serem abordadas na Constituição, por isso a presente lei só os menciona indiretamente para definir medidas de sigilo, tanto em favor do inquérito quanto cuidando da intimidade dos envolvidos.

Avançando aos princípios, os incisos I e II aprofundam que deve haver separação entre o ato de olhar, apurar, investigar, e o ato de crivar julgamento. O olhar científico visa compreender ao máximo, mas não com viés ceifante, sempre com perspectiva de entender as nuances. Em outras palavras, o investigador deve exaurir o assunto sob o aspecto mecânico, sem, contudo, definir se a conduta de indiciados é adequada ou não a sociedade ou outros cidadãos. Um excelente relatório que circunstancie devidamente os acontecimentos fala por si, sem precisar fazer qualquer juízo de valor face investigados.

O princípio da indisponibilidade fixa os parâmetros a colaboração premiada visando uma sociedade fraterna onde acusar o próximo jamais se torne um espetáculo. Em momentos tensos a vingança se torna uma válvula de escape de quem se sente abandonado. Nesse estádio de alienação “lenhar” o outro jamais deve ter o apoio de qualquer setor da estrutura governamental. Daí a presente lei estabelece como o condutor do inquérito deve equacionar a utilidade de receber informações do insider em ORCRIM ao mesmo tempo que evita isso se torne um filme de vingança.

O princípio da Universalidade é de óbvia leitura. A reestruturação da PF sendo nessa lei feita afasta da instituição as atribuições além do inquérito buscando especializar os servidores na atividade. É que a despreocupação com o resultado do inquérito é o combustível do condutor a exaurir o assunto a ambos os lados: descobrindo o que foi feito, mas sem olvidar nuances explicativas de suspeitos, ou seja, esclarecer o que aconteceu apontando provas que serão úteis em eventual fase de julgamento, tanto a acusação quanto a defesa. Essa deve ser a pedra angular do sistema judiciário dinâmico.

Analisando a criação do Conselho de Corregedoria optou-se por sede no Rio de Janeiro, tanto por ser a capital cultural do Brasil de maneira a reunir os profissionais de outros Estados quanto porque o funcionamento da COGER é totalmente distinto da administração central do governo. E, o Rio de Janeiro tem um dos maiores aeroportos do país o que ajuda a baratear custos de logística.

A Redação da COGER fala por si, órgão que visa dar assistência humanitária a PF, tanto resolvendo conflitos quanto excluindo dos quadros da instituição o servidor que deliberadamente atrapalhar seu funcionamento. A livre nomeação de corregedores regionais pelo COGER visa especializar a área ao mesmo tempo que fortalece a incumbência normativa do Conselho, diferentemente da atualidade em que o corregedor regional tem sido escolhido pelo superintendente.

Passando a perícia, fica estabelecida autonomia dos peritos no laudo. Também se conserta o modelo atual no qual dois peritos assinam o laudo sem precisarem de formação voltada ao assunto da peça. Infelizmente, esse absurdo ocorre atualmente gerando até constrangimentos quanto a conveniência do segundo subscritor em assinar o laudo já que corriqueiramente apesar de dois assinarem conjuntamente, somente um faz.

Lado outro, quanto a perícia de local duas assinaturas se fazem recomendáveis, menos pela questão formal ou de credibilidade, mas sim porque em locais de crimes é comum elementos importantes serem olvidados pelos profissionais. Portanto, dois peritos efetivamente trabalhando em conjunto, comparecendo ao local do crime é o objetivo a se alcançar. Na área federal são raros casos de local de crime, mas na área estadual há muito que se avançar nesse tema, em especial no treinamento desses profissionais.

Espera-se a rápida aprovação dessa lei para que o Brasil possa desenvolver a atividade de investigação com seriedade, afastando passado nebuloso onde se confundia o ato de apurar com o ato de julgar, de maneira que uma investigação complexa nunca chegava ao fim, ante o ímpeto acusador assanhado.

sábado, 20 de outubro de 2018

Mito Predador


   Saga Predador face Brasil



Assim como Simpsons cravou imagens detalhistas sobre a administração do Imperador Trump, aconteceu algo equivalente entre a Saga Predador e o Brasil. No caso Simpson\Trump, entre outras previsões, houve antecipação com mais de 10 anos de eventos, inclusive com imagens idênticas. Já no Predador\Brasil houve uma representação mitológica entre a ideia de fundo da saga e o que estava movimentando o Brasil. Ou seja, o que mostrou o filme de 87, por exemplo, foi expressão artística do que rolava no inconsciente coletivo do brasileiro nesse período, como adiante se explica.

O Predador é um caçador, no melhor estilo “ladrão de alma” parábola encontrada nos mitos de considerável parte das culturas indígenas. A outra característica dele é o domínio de refinada e limpa tecnologia. Vale dizer, o Predador se aproxima da reunião do mais apurado estrategista militar EUA com a simbologia cultural de um índio brasileiro.

A distinção antropológica do Predador é de autêntico e completo guerreiro que reúne em si os poderes de cura e morte. Na saga ele se machuca e usa a tecnologia para se curar com soros, incisões e cauterizações. Já quanto ao domínio da morte ele carrega um dispositivo explosivo que aciona se ficar seriamente machucado. No primeiro filme, vale lembrar, ele se diverte quando dispara o contador, tipo alcancei meu resultado, mas você Arnold, ainda vai ter que se virar: Corra!

Superadas generalidades, analisando cada filme, em 1987, Predador introduz a ideia da “ladroagem institucional” no imaginário do telespectador, através de seu herói Arnold, notadamente quando a nativa sequestrada esclarece: eles já atacavam a tempos. No Brasil estávamos a beira da Constituição de 1988 em que os ladrões do congresso diziam salvariam o país.

A Analogia é sútil, porém perfeitamente ilustrativa da passagem de uma situação perturbante, o golpismo, dos porões do imaginário da nação para ser posicionado em sede de tribunas jurídicas. Ou seja, é a retirada da ladroagem dos bastidores da vida do brasileiro e sua inserção nas autoridades do direito, juízes e promotores. Isto porque, o golpismo brasileiro, latente desde 1889 com o banimento de D Pedro II foi elevado ao plano dos tribunais e advogados.

Quando a nativa esclarece “eles já atacavam a tempos” estamos diante do golpismo com o banimento de D Pedro II. Ainda que fosse questionável o império da corte portuguesa e por isso o povo quisesse retirá-lo do governo banir uma pessoa que dedicou sua vida a um governo sem corrupção ou medidas autoritárias é de uma ingratidão que irrita os “deuses”. Esse golpismo ficou latente no Brasil até 1988 quando foi travestido ao regime constitucional. A analogia é perfeita: eles já atacavam a tempo, mas a sociedade organizada ficava alheia ao principal, já agora o problema entrou na preocupação do Arnold simbolizando que o povo brasileiro teria que lidar com o golpismo instalado no meio jurídico e o pior e mais grotesco: a luz do dia...    

Nesse viés em que se fortalece algo perturbante, há que se constatar: a Constituição de 1988 é uma fraude pois vendida como salvação, mas na realidade é fruto do que os americanos chamam de stablishment, ou seja, projeto de “irmandade” de políticos e seus parceiros com o fim de se locupletarem de verbas e cargos públicos. Um verdadeiro bonde de saqueadores estacionado nos cofres públicos, no que depender deles ad eternum.

Vale registrar que a nativa deliciosa, uma atriz mexicana, foi sequestrada por um negro que não deveria estar ali pois era um militar mais ligado a escritório do que operações táticas. Vislumbra-se aqui uma analogia do que veio a ser Joaquim Barbosa ao esquema do Dirceu no Mensalão. Um negro autodidata em seu meio profissional, o judiciário, a sede do golpismo institucional brasileiro, não deveria estar no STF, assim como no filme não deveria ter ido a floresta. Depois, claro, o negro não poderia ficar com ela pois apesar de estar no lugar errado na hora errado, era razoavelmente íntegro, o que simboliza a aposentadoria precoce do Barbosa e sua prostração de concorrer a presidência. Ou seja, ele sequestrou o “brinquedo”, mas o perdeu antes que pudesse usá-lo. Trata-se, simbolicamente, do início abismático da investida de Dirceu como meio campo do projeto de apropriação institucional travado no foro de São Paulo, que visava sugar cargos públicos em proveito da “suruba” do stablishment.

Em suma, o negro tao importante na formação do país e respeitado até o banimento de Dom Pedro II se manifestou como última bolacha da honestidade no meio jurídico dominado pelo golpismo.

Por sua vez, o herói do filme, Arnold volta no helicóptero com ela.  Aqui temos o líder digno que mitologicamente enfrenta o dragão, o derrota, e ganha de “presente divino” a bela irresistível estrangeira. Não foi ele quem a sequestrou mas acabou por dádiva inesperada podendo usufruir da sua gostosura. Percebe-se um recado que é dado pelos cidadãos USA aos cidadãos brasileiros: Vossas Excelências não conseguem se organizar com um mínimo de decência desde 1889 e agora fizeram uma Constituição absurda completamente destrambelhada pois positiva o stablishment, situação parlamentar vergonhosa.

Vê se aqui a gravidade em que está a relação Brasil/EUA. Os americanos perderam o respeito a capacidade do brasileiro de se posicionar, tanto que se dão ao luxo de sequestrar uma deliciosa nativa e no final das contas ela adorar. Não é à toa que mulher brasileira é cobiçada no imaginário da maior parte dos americanos com uma belíssima piranha.

Curiosamente a selva do filme é na américa central. Claro, poderia ser Amazônia. A escolha de uma selva entre os dois países e não uma dentro do Brasil aparenta ser um aviso dos EUA ao brasil, do tipo: acordem, vocês estão indo por um caminho péssimo. No entanto, menos importa o que está no papel e sim o que vocês fazem concretamente. Porém, a mensagem principal é: se vocês não se endireitarem por si sós, serão nossos escravos, isso se prestarem a tanto.

Já a sequencia ocorreu em 1990, início do governo Collor, um coronel nordestino que não tem o menor cuidado pela diversidade racial do país. Apesar de D Pedro II ser imperador ele dignificou a formação étnica, todos tinham seu espaço, negros, índios, outros estrangeiros. Não havia qualquer coronelismo imperial, pelo contrário o imperador admitia até críticas ácidas. Desgraçadamente, o panorama do governo federal em 1990 é a fática constatação da insanidade institucional brasileira dando seguimento a fraude jurídica de 1988.

Daí, Predador 2, 1990, tem diálogos sensatos per si, porém olhando o enredo como um todo constata-se ambiente completamente decadente: guerra entre 2 gangues estrangeiras ambas voltadas pra violência e magia negra; um herói inconsistente, aloprado e surtado com seus chefes carreiristas. Uma agência de proteção alienígena com agentes um tanto malucos e despreparados. Aqui fica evidente não só o stablishment, mas pior ainda, uma cidade descrente sediando debates bonitos em teoria mas desprovidos de aterramento, ao contrário do piloto da saga com Arnold espelhando herói contextualizado. Collor foi bastante a referência, vivia com recados em camisas, carros velozes e estilo esportivo de ostentação, mas na prática um péssimo presidente. Nesse filme o herói parece estar resolvendo o problema, mas ele dificulta tudo pois precisa força a barra para ser o centro das atenções. Não é um herói natural como Arnold.

O significado do Predador 2 à realidade brasileira é de uma dissociação entre a dignidade do povo e o coronelismo que estava se instalando em Brasília. E, a escolha do herói negro surtado diante do caos em que vive num papel que nada tem a ver com cultura africana ou de afrodescendentes possui evidente motivo: desespero de quem está percebendo os acontecimentos. Certamente, muitos brasileiros estavam se sentindo deslocados de seu eixo de tranquilidade ante todos os tormentos do pior Coronelismo possível: aquele que toma veias públicas.

Depois veio a parceria com outra saga. Alien vs Predador lançado em 2004. Pontualmente, a chamada do filme é: “eles lutam mas nos perderemos de qualquer jeito”. É o que houve com a crise do mensalão. Bob achou que ia botar a esquerda na lenha, mas só conseguiu afastar Dirceu do governo. E, as duas questões mais importantes a pátria pioraram e muito.

Primeiro, a relação entre Lula e FHC. Antes das denúncias do Bob havia relacionamento sem medo entre eles, mas depois os dois passaram a se borrar, pois ambos foram os chefes dos mensalões em suas administrações, no SIVAN e na emenda da reeleição FHC fez como diria a Dilmanta, “ooo diabo”. E, Lula chefiando seus mensalões e petrolões também ficou com medo da influência do FHC e seus correligionários. Mas lamentavelmente ambos protegeram o “firafo” um do outro, principalmente através dos juízes de instâncias por eles escolhidos, ainda que eles tenham sido “traídos” por alguns.

Fica evidente, nessa esteira, o slogan do filme. Enquanto Lula culpava FHC na mídia, ambos lutavam juntos nos bastidores para escamotear os esquemas de desvios.

Em 2007 foi a sequencia Alien x Predador 2. O fim do filme são militares jogando uma bomba nuclear numa cidade infestada pelos aliens. O filme todo é tomado por um clima de religião decadente e vale eleger a cena mais grotesca até porque uma perversão absoluta.

Como é sabido, o predador no final de alguns dos filmes encontra o principal guerreiro, daí tira sua máscara, armas de alcance, para lutar mano a mano. Com Arnold foi um thriller fantástico, já aqui numa cena bizarra o predador tira sua máscara para enfrentar o mega parasita Alien. E, meus caros, isso foi a expressão da reeleição do Lula, alienado de seu mentor administrativo Dirceu, envolto por corrupção e mentira por tudo quanto era lado. E o pior, aquilo que mais sintetiza a temática desses dois episódios: corria o país fazendo comício para defender a luta de classes, dizendo ao povo pobre que tinham que se rebelar a seus patrões. Sniff!

Passo ao filme Os Predadores, 2010. Aqui diante do primeiro mandato da testa de ferro do petrolão, a ministra de Energia Dilma Roussef. Não é a toa que esse filme não faz o menor sentido... A presidência destina-se a servir ao povo, mas o que tínhamos era uma péssima administradora que só estava lá a dar seguimento a cobertura do petrolão e cia. Os Predadores(terceiro da trilogia simples) não tem inicio, meio ou fim. Não tem enredo, os personagens a todo tempo alternam atitudes como se estivessem em guerra uns com os outros. Era o perfil da Dilma, desconfiando de todos que lhe cercavam, enquanto tentava a todo momento se blindar de vestígios do esquema do petrolão; e claro esquecendo de administrar o país. Só sobrevivemos com unidade institucional a esse período porque parte da iniciativa privada resistiu a todas essas dificuldades com bravura extrema.

Como se vê, o “humor” do povo brasileiro esteve conectado com o humor da estória da saga no momento de cada filme, ou seja, o que mitologicamente foi retratado na película era o astral vivido no Brasil.

Por fim, o sexto filme da saga, lançado em setembro de 2018, em plena corrida eleitoral. Aqui um dos guerreiros do Arnold vira diretor, Shane Black. O filme começa com um Predador roubando dispositivo de defesa do próprio mundo deles e trazendo ao nosso planeta para nos ajudar.

A ideia antropológica da morte reside na saga vinculada a ideia mitológica do ladrão de almas, pois matar ou morrer é diferente de viver ou morrer. No primeiro caso temos que ter duas pessoas, já no segundo não. Transparece aqui a polarização entre guerreiros que se matam numa caçada livre e sem regras.

Outra ponderação válida é a luta monitorada. Uma caçada independente é bem diferente dos guerreiros, por exemplo, do Coliseu. Lá eles eram escravos e lutavam por alforria ou outras benesses. No mundo do predador matar ou morrer é expressão da própria vida, pois existiríamos, nessa perspectiva, para se deglutir reciprocamente, sendo esse fim em si mesmo natureza redentora da ladroagem do caçador somada a devoção máxima aos valores antropológicos.

Em suma, o Predador é um ladrão, pois tira a vida alheia, pouco importando se para alimento orgânico ou entretenimento; porém o faz respeitando a identidade do ser.  Até mesmo o embate com Alien confirma esse aspecto na medida que o enfrenta de igual para igual, mesmo sendo esse adversário um monstro parasitário que só vive em função de se espalhar reprodutivamente, sem outras tecnologias que lhe permitam estratégias profundas.

Nesse último filme começa-se ao mesmo estilo que o primeiro, selva, depois vai pra cidade. Aqui se explica a vivência profissional do Mito, pois foi militar e depois Deputado. Essa analogia demonstra a passagem entre tais dois mundos, pois como é notório o ambiente militar é diferente tanto objetiva quanto subjetivamente do parlamento, ao menos tem sido bastante assim no Brasil.

Segue-se o herói é questionado num interrogatório sobre o que ocorreu na selva. Impede levantar que em filosofia no livro “República” cuja autoria é dada ao grego Platão 400 anos antes do marco zero é defendido que militares só prestam a obedecer a ordens, pois não teriam capacidade intelectual. Já aos filósofos cabe liderar toda a nação pois teriam discernimento. Essa idéia só faz sentido numa sociedade escravista, porém no Brasil alguns “espertos” sugerem isso se puderem levar alguma vantagem. Em suma, dizer que militar é acéfalo é medida de quem quer ser “senhor” numa sociedade escravocrata. Certamente em nosso congresso o Mito deve ter sofrido muitos ataques não só por conta da degeneração moral do sistema eleitoral brasileiro, mas principalmente por ser culto e honesto o que por si só incomoda aos atores de sociedade degenerada.

Depois o herói foi taxado de louco para escamotear o contato Alien e encaminhado a hospício junto com outros militares taxados de loucos também para esconder algo que o governo não queria ver na mídia. Ele não chega ao hospício, tudo ocorre num ônibus, metáfora bastante específica a facada que o Mito levou o qual tinha a pretensão de tirá-lo dos braços do povo, mas o colocou em contato com outros guerreiros que assim como ele são fortes defensores da honestidade e amor a pátria, além de bem-humorados.

Depois constam algumas ações e a participação de uma professora como atriz principal. Por hora não está claro maiores explicações a isso, talvez seja a Joyce ou outra deputada culta que venha a prestar estrutural auxílio ao governo do Mito.

Com relação ao Predador Supremo que veio reaver a arma que o Predador ladrão trouxe é crítica à mídia e também ao judiciário ostentação, os quais estranham o Mito porque ele diz o que pensa. No filme, o Supremo por mais perigoso que seja fica um tanto perdido nas lutas, simbolizando a “bagunça” desses setores brasileiros. A mídia e o judiciário não gostam do Mito, mas não possuem meios ou alternativas a sabotá-lo diante de sua honestidade plena.

Por fim, o herói junto com seu filho desvendam a arma do mundo Predador e se dizem preparados para outras ameaças. Pela primeira vez, eventual episódio seguinte já receberá apoio do episódio antecedente. Esse singelo armamento explana que o Brasil deixou de ser uma colônia infantil, sem rumo ou com rumo dado por outras nações, para se transformar num país.

A cena final do filme já mostra um governo dinâmico, liderado por guerreiros autênticos sem preconceitos intelectuais ou de classe. E assim como no filme, o Mito governará com o auxílio de seus filhos...



THE END

18 do 10 de 2018



Essa peça é uma homenagem ao Mito, líder que guardou a decência do povo brasileiro desde as agruras da pseudo redemocratização até o resgate da dignidade nas eleições de 2018.

Créditos a Holywood por produzir uma saga mitológica em perfeito alinhamento temático temporal com o Brasil.



O autor é investidor empresarial e ainda concursado no cargo de delegado federal estando vinculado a PF do Rio de Janeiro. Especialista em psicologia analítica pela PUC-RJ, diplomado sob monografia em mitologia familiar.  

http://www.felipesfontes.blogspot.com.br/






sábado, 31 de março de 2018

Education


Education



Produced by             Studios

Director

Written by

                      Felipe Fontes

Jessica Chastain as June, Director of Delta[1]

Camila Belle as Flavanka, daughter of President Pump

Alicia Silverstone as Marcyla Alves, Delta Agent

Henry Cavill as Steve Rocky, Archeologist

Richard Gere as Justin, Orion Geologist

Bryce Dallas Howard as Byane, Justin wife

Evan Peters as James Puntel, Canadian Prime Minister

Arnold Scharzeneger as Bily, NASA Director



                The film begins showing a running between 6 Orion Warriors, 3 men end 3 women, chasing a Orion couple in vale da lua [2]. They are runing in the stones and close to a waterfall Byane stumbles. The warriors catch them.



Scene 01 – Treason



Byane Husband, Justin says to the commander: this vídeo can open our people mind.

The commander says: Why you want to destroy our discipline?

 Byane: If you don´t help us now the price will come to you in the future.

The commander says: it´s the reason why you both will be killed. Witches has no more place in our Society. She looks down sadly! After lift up her head:  You don´t know the woman power, giving a smiles like she means the future.

The commander says: Leave us as a Orion Member!! He puts a device around her head, turn it on and she dies, while Justin scream.

Then he takes the device and ask Justin for the phone carrying the video. Justin gives it to him. While the commander is puting the device on his head, two female Warriors get in front of the commander and say: If the emperor is horning his girl he must decline, this is our law. No one is above law even him.

So the third female strikes both girl with a sharp knife on their back hiting both at same time using arms to each one. She says: I hate sniffers, while shows a nice face of enpowerment!!! The commander looks to the other 3 warriors and they all seems terrified by the female strike.

Even the commander being unbalanced, touched for seeing the girls killed by back, a strike not worthy to the Orions, he puts the device on Justin head

Justin: Do it! From now on this empire will fit on you.

The commander looks above and take back the device saying to Justin: So you will make me company!



Scene 02 - Reaction

Subtitle on Screen: “On this days in Delta Office, San Diego”



A quick panoramick shows San Diego downtown passing into a interrogatory room moving a close to Delta diretor. The scene shows her punching the table while is heard: Don´t bullshit me your fucking alien!!! Than the scene shows the director looking strongly to Justin.

Justin: You should go to Orion Capital. To be useful There!!

June punchs table again and says: Do you think my work is a joke?

Justin says with a sarcastic smile: if you complete your homework discovering what is really happening you will agree that if you don´t know the question my eventualy answer won´t have any use.

June : I found you!!!!

Justin: congratulations!! But I wasn´t hiding. Anyway how you track me back?

June: In São Jorge[3] everyone knows you are Orion!

Justin shakes his head in a funny way like he agrees with her.

June: will you cooperate?

Justin: Its not a matter of cooperation...

June: what do you mean?

Justin: even wiling to help your agency you are clueless of what´s happening.

June: Delta was born to be the last defense resource against crazy people from anywhere, so what about start telling your intentions in this planet?

Justin: Revenge

June: moves her body like not understading and says: What our people could have done to you?

Justin: Not Earth!

June: clear it !!

Justin: By the time the piramids were in construction I was leadering the bigest expediction out of Egypt. Vila de São Jorge is the greatest Crystal mine of the universe. It´s the efficient energy to the piramids.

June: But the Crystals since 1960  can be made in lab? Didn´t you knew that at that time?

Justin: To your lazy computers the sintetic Crystal work well but not as a perpetual source of energy. I am a geologist, the reason I was the chief of the expediction in the place where today stands Brasil.

June: Go on...

Justin starts talking about the construction time: There was a Orion Fleet in egipt.

The next picture comes subtitle “ 12.000 years ago” showing a panoramic of the piramids area. The place is completely different from today with a lot of trees, rivers and a shining life.

The panoramic shows how egipt was beautiful however apointing a devastation close to the area used by Orion People with their antigravitational machines.



Scene  03 – Education



The scene goes in Delta Director office, in window view of san Francisco bridge. Justin is telling June about the piramids

June says:  what happened to the river close to the piramids and the vegetal green you are describing?

Justin says: The same as the mamouth and fantastic Smilodon

June: Orion people destroyed everything?

Justin: while the Piramids were in construction Earth was full of tribes. Beautiful and shine people such as the tiger. Byane was the shield field especialist and also was the chief of entire expediction. She had the mission, gave from Orion Psycologist Eugene, to use natives to sculpt the rocks giving wine as payment. But the natives didn´t like the wine. So my wife gave clothes, camping tent and other things, everything she could share. Orion expediction and natives were integrated. They really loved our tech and agree to work on the rocks. But, around the midle of the construction came a ship with Eugene and warriors.

June: Orion is about 1200 light years from Earth. The trip take so long?

Justin: Exotrail is a gravitational deflaction tech. In open space we use it to shorten space, or better speaking, decrease time travel.

June says: A portal?

Justin says: No, the star tek portal do not exist. After a ships achieving light speed we turn on the shield conected to a triangular mechanism: one inside the ship, one in the place we want to go, both points linkes to a GPS of the entire universe. So it´s not a portal. Not a passage between two points. In exotrail the ship uses own propulsion. Darling, it´s like taking a very fast elevator, faster than ladder...

June says: why need to be in light speed?

Justin smiles: nice question! Perception of a human being or any inteligence specie is a perspective. Since light speed is the faster line movement, if it be broken by a ship it takes a person out of the normal perspective. Can you see the point? Light speed is the bridge between time and space at least to human eye, better speaking, human perspective.

June: But the place where a person we will be during light speed is completely out of inteligence control?!!

Justin smiles again: are you Einstein grandaughter?

June makes a face she loved compliment

Justin says: the first ship Orion sent light speed never came back. Smiles. The ship has to make the triangulation before light speed and after antigravition deflaction shield is used. You see, exotrail tecnology is very similar to a simple antigravitional car, but on light speed.

June: This GPS of the entire universe seems to be very avanced. Orion far away from earth Science.

Justin: I think the most complex tech Orion developed is exotrail. It uses a lot of scientifc principles.

June: yes, his function demands a conjugation on two completely different devices: the shield and the GPS.

Justin: yes! It´s like Orion Empire have eyes around all the universe.

June: Should I be creeped out for this power?

Justin: This tech gave great influence to the Empire. It cause fear in all inteligent species of Orion. Although people in Earth deals with control in another way. Here people don´t shame. So why be afraid of eyes...

June: Orion people has shame of being watched?

Justin: Very much!! Our civilization don´t accept lies in relationship

June: Ok, let´s go back to Eugene intervention on your wife work  

Justin smile and says: do you really want to know everything?

June says: My job

Justin says: even if the truth colapses with everything you live for?

June says: I was raped by my father when I had 7 years while my mother assist him, in new York, capital of the planet. I leave the city and came to california to leave in a ancient home helping old people to bath and dress. I never had a boyfriend although I love to have sexy. I hate human being. I hate this world. I hate my life. The only reason why I don´t kill myself is because I believe I am in the hell and if I suicide I will come back, so my dear you may decline your truth.

Justin says: Ok, so be it! Our civilization has the size of the Empire. In other words, the empire takes care of everything. No money, no drugs, no lies, no newspaper.  It is so organized that seems the empire was born before the universe.

June says: with such tecnology do you still have misterys?

Justin says: no one in Orion can think out of the Empire ears. You may not understand it now. Even I was only able to see the difference between Earth and Orion when internet became a planetary comunication plataform.

June says: Internet is different in Orion?

Justin says smiling: don´t happen there!!!! Tech for it we have.... although I believe internet opens a kind of possibilities in human conexion that is incompatible to our social structure.

June: go on!

Justin: I don´t like to tell sad moments, but if you pretend to deal Orion I won´t hide the inconvenience side. I must tell you that people on Earth were incredible happy when we came for the piramids. The vegetal life, the animals so gorgeous, even there was about 10 humans species.

June: Neanderthal?

Justin: One type archeologist on Earth found but there were more. When Eugene arrived he said the natives should drink wine. My wife didn´t agree and she was remove from the post. The Emperor said the construction was too slow. It really was slow, but there wasn´t a single killing. They changed everything taking natives captive to make them drink the wine. After the “drinking party” and some punishment the natives started kiling animals, destroing green plants and also kiling neanderthal and other peaceful species. Neanderthal for instance hate wine. They were a specimem completely peaceful and helpfull. Emperor ordered a killing on them. Anyway, after this contact sapiens would kill all the Neanderthals by theirselfs. Happiness life in this planet  had an end by Eugene Education.

June: As I always say, there is only one absolutely constant in the universe: In everywhere we can find nice and bad people

Justin makes a face of aprovement and the scene goes slowly to 04



Scene 04 – Building



The scene shows Egipt while we can hear Justin speaking: in the foundation natives were sculping nicely and used to bring flowers to Byane, everything with a incredible shining, but( in this moment the scene keeps showing the piramid 10.000 bc and we stop listen Justin voice and start to listen sounds on that time)

The scene goes to a overview of the piramids in the end of the building where the place had loose it´s happiness and shine, a lot devastation, and some prisions. Inside one of the prision shows a guard saying(in Orion Language with english subtitle) to a native leader: The natives working on this building are the chosen people.

Native: chosen for what?

Guard: you will be the law on Earth

Natives: what?

Guard: you shall teach people how to behave

Native: the same as you do to us?

Guard: yes

Scene 05 – Revelation



Scene Back to Delta Office

Justin says: Now do you understand how I live in Earth but still conected to Orion?

June says: I don´t see how you can stay so many time here and still attached to your home civilization.

Justin says: In Orion as no one thinks out of the Empire no one has your own life. It only happens on Earth. At last although I hate Eugene as a slavery monster I see the mechanical of his profecy. He is Wright about the superiority of a mind on Earth. I single person thinking by himself can be  more dangerous to Orion Empire than any weapon.

June says: would it be for any reason envolving 3 maria?

Justin make a euphoric face and says: I think so! Probably the gravitation movement distorced by 3 Maria causes an unquestible empire. The force of nature giving the cosmic design influencing who lives there. Anyway, you had a real genius here, Einstein. Studying his legacy in special determinism I now believe that Eugene is innacurated. He is Wright about supremacy that Earth gives to a mind, but he only understand it as a part of the empire

June smiles: I don´t know if i am understanding. It seems very real but i don´t see the mechanical behing.

Justin says: Since i saw the power of Einstein mind I started to question Eugene profecy. If this place can create a kind of god, why this person would be a slavery of Orion? Do you see? A single person thinking lonely on Earth can potentialy disable all the Orion Empire, but Eugene understimated this condition. June, now you will see: To Eugene, people on Earth would never surprise their direction. As all the Empire Members only think as citizens they can´t reach what Einstein realized: the determinism is not a matter of a Empire strategy, is a matter that catch the entire universe.

June says: So the profecy was blind about the condition on Earth to produce a mind out of the walls of the empire...  a mind that can think for himself?

Just says: exactly. Since I saw Einstein I started to see this power, but since Delta found me in São Jorge I can clear see it´s real.

June says: what do you mean?

Justin Says: Synchronicity!! Yesterday a Orion warrior Fleet came in exotrail straight to Earth.

June says: How do you know they are coming and what they intend to do?

Justin says: I just know. I Think my revenge destination warns me what is relevant. And Orion never used a warrior fleet as big as that for a reason different of war. They are probably coming to do to human race the same they did to the dinos.

June says: They were extinct by the Empire?

Justin says: yes.

June says: Fuck! Follow me!



Scene 06 – Air Force One



The scene begins with June and Justin landing a helicopter and entering Air Force One being received by President Pump who takes both to his office in the plane where is his daugther Flavanka and the Director of FBI, Jones.

Pump says: Is this the Alien?

June says: Yes, Justin.

Pump says: why he is not green?

Justin says: The green type is other specie of Orion

June says: Pump, we have a serious problem...

Pump says: Why incredible beauty Ladies love a problem?

Flavanka says: Forget my father, please.

June says: we are about to be invaded by Orion Empire and they are probably coming to end human life.

Pump says: Did you Marijuana?

Jonas says: what prove do you have?

June says: He told me while I scaned her brain waves for distance and the reading was 100% truth. I already scaned his body and he has some differences to a human being, like two hearts. Anyway, I believed him.

Pump ask Justin: why this empire want to destroy us ?

Justin: bad behavior

Pump says: this is the reason I hate education!!!

Justin: making a joke or not you are Wright to defense yourself from education. The piramids are a educational program developed by a Orion psycologist.

Pump asks June with a sarcastic smile: is there anything else you want to tell me?

June says: the Dinos were extincted by Orion.

Pump: what fuck those sily crocodile could harm Orion?

Just says: they create them but they didn´t liked the progress

June says: you said they killed the dinos but they came from Orion? Why you didn´t tell me that?

Justin says: you didn´t ask...

Jonas smiles: Nice Alien you have!!

Pump says: If the dinos were aliens so I am too?

Justin says: after the bye bye dinos the empire started the human program.

Jonas says: all the species on Earth came from Orion?

Justin says: this planet has the most perfect atmosphere of the entire universe. Before Orion Empire park there was beautiful vegetal life and even organic but they were all assexual reprodution.

Pump says: what a fuck!?

Everyone smile!!

Justin says: Eugene said a planet with such perfect atmosphere and a nice rotation would fulfill the profecy of a peacefull empire.

Flavanka shakes her head disaproving: if this is the perfect place why you should use as a lab?!!!

Justin says: There is too much limitations in Orion Empire so our people had strong hope in this Project.

Pump says smiling: a real fucking Project!!! Bringing sex to the planet...

Jonas says: didn´t you realize to solve your problems by yourself? Didn´t you respect that if your empire wasn´t going well Earth could have the same fate?

Justin says: the profecy gave us peace!!!

Pump says: fine, so we are tenant of this planet...

Jonas says: and the lassor is coming to the eviction.

The 4 look with a bad face to Justin like looking a bad son of a bitch

Justin says: This planet is not genuinely from you

Flavanka:  Orion own it?

Justin says: We organized this universe. The GPS that you use on your planet we have on the entire universe. Orion empire is Always analysing and exploring possibilities to a better discipline

Happens some turbulence in the place

Pump says to Justin: give me a reason why I should trust you

Justin: as I told June I was looking for revenge to the Emperor and his commander, a personal matter. I wasn´t blaming the empire for his Emperor. I used to believed in the Orion Empire until Einstein points that the real forces of universe are determinists. This is against the empire moves, against Eugene slavery project and against every empire member hope or even fear!  

Flavanka says: when you mention determinist you mean Eugene program to human is substancial a deceitful matter?

Justin shakes his head aproving flavanka: I believe in conexion! I used to believe Orion empire became great for it. I was wrong. Orion Empire became Strong in the exactly point people has fear or hope. This is the reason why a slavery psycologist is the powerful scientist of the civilization.

Pump says: I trust you. You hate people on Earth but the orion people a loooooot more... smiles

Jonas says smiling: We can trust him, at least while the orion Empire exist...



Scene 07 - Matchu Pichu

The scene begins Steve is cleaning a Rock in Matchu Pichu when an antigravitional ship from Delta lands close to the piramids. The ship opens a ramp and Flavanka comes protected by Delta Agents, saying: Take your things and come with me!!

Steve says: Am I being underest?

Flavanka: only if you don´t want to come?

Steve takes his bag and follow Flavanka into the ship. They go to a office in the plane where Marcyla is waiting them.

Steve: Are you both going to rape me in some alien ritual?

Marcyla: you are only Wright about alien ritual part...

Flavanka: we need your assistance!

Steve: who is she? (apointing to Marcyla)

Flavanka: she is Delta second director, an agency to deal with aliens. We are about to be invaded by them coming to end human life and we have to implode the bigest piramid in one month because a transportation device they put there

Steve gives a big smile!!! And says: I thouht your father was the only one nuts in the Family...

Marcyla: the informations we are about to give you are top classified. You must promisse you won´t tell anything even your wife

Steve: no wife

Flavanka: we need your knowledge to drill below the bigest piramid, as long you are the biggest specialist in que piramid architeture

Steve: could you tell me why? Implode? Why dig? You could use a nuclear device in the chamber we already have access

Flavanka: The big piramid has a device of transportation Orion-Earth below it protected by a energy field.

Steve: so, it´s not useful a bomb from distance. But why dig?

Flavanka: the chamber...

Marcyla interrupts flavanka and says: please we are in war and don´t know who to trust. Tell only what he needs to know.

Steve: The Egipt piramids are far away the best product in archeologism. And you asks for the worst thing a professional could do in his field but not considering as a ally!?

Marcyla says: we really need him?

Flavanka: we don´t know exactly where to dig and no one knows the piramid design better than him

Steve: you can be sure about that. Give me the intel or leave me in Peru.

Flavanka: the piramids have energy shields. We have an Orion informant. He said the only way is to dig.

Steve: it´s make some sense. Everything I found about the legacy of the piramids engineering were two things in the same device. Always something outside normaly a kind of protection and another inside. Anyway energy fields need a lot of energy. I already suspect about that and used metter but didn´t find nothing

Marcyla: they used brasilian Crystals to energysed it. There is a lot there.

Steve: what a fuck!? They used the only source of energy that is completely clean the reason why impossible to read their presence...

Marcyla: why people on Earth don´t use it as energy?

Steve: It´s used in computers as conductors. Crystals are very useful in everything that deals with high tecnology...  anyway, the aliens must have far away domination on this kind of energy, but I can assure that this the only one completely natural and absolutely clean source of energy in this planet.

Marcyla: Do you see people? It seems Orion Empire didn´t want to leave in the piramids nothing we could trace as alien thing

Steve: you have a point. Probably the Crystal was to hide the energy source for the portal since they predicted that another source of energy could be detected when humans acchive some tecnology.

Marcyla: is not a portal. Anyway, Justin explains to you...

Flavanka: why they care so much to hide alien material?

Steve: My beautiful president daughter, in archeologist the best professionals I´ve know try to understand the past for more safety in the future. If we are dealing with a totalitary civilization, which I am pretty sure they are, the last thing they would accept is humans looking defensily to Orion

Flavanka: why bad people hate so much investigation?

Steve: Everyone hates investigation, anyway in my archeological studies was very evident that totalitary groups only survive where they can slavery, and this relationship is fulfield by lies and deceives

Marcyla: are we slave from them? I can´t see it!

Steve: Everything in those piramids calls for brainwash but I don´t know what advantage they have in it. Maybe life on Earth is a TV program.

Flavanka and Marcyla reacts frightened...

Steve: Just Joking anyway very elucidated to see your reactions...

The girls smile

Steve: studying archeologist, I could presence more even than a psycologist how brainwash is a retrofeeding system. If someone gives you a lovely candy everyday, as long the person gets used will fight if another one moves against it. The piramids pretends to deals exactly by this mechanical although in far, far deep sense



Scene 08  - Logistic



The scene begins in the presidential car in Montreal with Pump, Puntel(canadian prime minister), Jonas, the presidente of Exxon Mobile, Bily Director of NASA, and the Army General Hancock.

Jonas says looking to his cellphone: Steve has just arrived in the piramids

Pump: We must close our strategy now! We are in war to Orion

Chairman Exxomobile: All our machines can be used in Egipt. We have all you need in Saudi Arabia. Just moving There at this moment.

Jonas says: FBI has about 2 thousand agents with high tatical training. I´ve just order a reunion in Quantico to the Briefing

Hancock says: Our secret submarines are arriving in Alexandria

Bily: Our Best extraterrestre team is already monitorating their uncoming, but as the Orion told, exotrail can´t be watched what is obvious as long they travel after light speed. Anyway, it is an advantange for us because in exotrail is impossible any comunication, receiving or sending, from the fleet, so the empire head can´t be warned about the Egipt operation.

Pump: so we wait for them, but Bily I know you hide from me alien experience in NASA until now. Tell me!

Bily: NASA found alien devices in Antartida and everyone on agency knew piramids are from them. There wasn´t certain, but some astronomers including me used to believe they are a totalitary society which uses a lot of slavery brainwash in a hereditariam human plataform. Some Believe Jewish People were the natives they slavery on the piramids building.

Pump: Did you know they insert sexual life in Earth since the dinos

Bily: we had a guess about that because some geneticist readings in humans, but we wasn´t working with the possibilitie they were using Earth as a lab maybe circus since the dinos...   



Scene 09 - Orion



The scene begins on Egipt in Delta camp just stablished  close to piramids.

June and Justin are talking while they are looking to the sky

June: are you ready for tomorrow?

Justin: tomorrow will be easy

June: will we have problems later?

Justin: pretty sure. As long as we will get close to the implosion we shall be atack

June: for some orion warriors or spys?

Justin: I don´t think so. You don´t understand how things work...

June: so tell me!!!

Justin: As Earth is the perfect Planet having a concentric translation plus a rotation that gives a day-night alternation which provides a good day activity and a nice rest night, the problems shall be workers confusing dreams and reality. A kind of timezone between Orion-Earth.

June: I really can´t see what you are saying as long I don´t believe in a Empire where everybody agrees to the administration directions

Justin: No one agrees to the empire! This is not a choice. You can´t see it exactly because the reflection power Earth gives to his people.

June: ok, I am trying, but really, my dear, let´s assume you are Wright about this, tell me what advantage human being has about thinking for himself? If Earth is so nice as you say...

Justin shut himself up like feeling she “punch” him.

June: do you see? Jonas had a point. If this sexual living wasn´t working well in Orion where it naturally appeared imagine in Earth where it wasn´t meant to exist

Justin: I see... The evolutionary advantage of thinking inwards should only be grateful in a specie without hereditarium sexuality... In this Picture, Orion People should really be hate by Earth people as long as they deliberaly create a insolutive problem and gave it away

June smiles: Not away... To people on earth!!!! Anyway, tell me about Orion

The scene goes to Orion while we can heard Justin voice. It shows a planet with a very different sky, even in the day it was able to see other planets. A lot of curves around the planets making a beautiful view but with a violent sensation of everything pushing everything

Justin: In my homeland, was very difficult a night, some species don´t sleep, others sleep very litlle. People is Always talking about how organize society. No one chooses the person will married, although we can´t see a single person in entire civilization

The scenes comes back to Earth where June is Watching 3 marias and she says: The 3 marias really tells a lot about Orion. As Long as the sexuality came to life there your people only has one fear: be alone!!!

Justin makes a agrément face: The fear is so real and so Strong in the exactly proportion that our empire became unquestible. But I didn´t understand your joke about 3 marias?

June: If you had cross Earth education you would undestand. In school everytime 3 girsl get together they used to bulish other girls without fear of being alone. After all I found the reason..

Justin makes a funny agrément face...



Scene 10 – Brainwash



In the next day, on morning, a videoconference between the piramid camp and White house. In the camp: Flavanka, Steve, Marcyla, June and Justin. White house: Pump, Jonas and Bily.

Pump: A secret meeting with Israel and canadian prime minister, China and Russia Presidents are just about to happen and I don´t know how to explain the situation.

Flavanka: Just be nice to them!

Justin: The Orion People on Earth, if they exist, won´t do nothing without an Orion orientation.

Jonas: ok you said they can´t comunicate in exotrail, but if they could do they have warriors on Earth?

Justin: I don´t think so. The problem is in humans, but i don´t know how to deal it...

Steve: conditionary brainwash, isn´t it?

Justin: exactly

Steve: I think I understand the influence of this building in our planet. As a chinese would say: Fake education, but people will obey because they don´t know how fake it is!!

Pump: like a zumbi zone focust in piramids protection , great...

Steve: much worst as long we don´t know who is the zumbi until he atacks.

Pump: so, anyone in this op can betrayal it even me?

Justin: yes, and closer to the implosion strikes will increase

Jonas: very dificult to deal in this cenarium. FBI books don´t prepar in a such absurd way

Steve: There is only one defensive strategy against theses strikes: since I believe humans have more inward strenght than Orions, the strikes will happen but for few people

Justin: Good point but they will be able to surprise

Steve: We can use an isolation cordon 2 km from the piramids and no one will be alloweded to carry guns.

Jonas: I agree. Far from important devices a single traitor won´t interrupt the implosion.

Pump: Do it!



Scene 11 – Digging



This dramatic scenes of two weeks digging shows exomobile acting under Steve and Justin supervision. In the beggining the work goes fine when they are opening the deep hole, but when they turn to the piramid direction some “funny” things happen like people fall sleep suddenly, people don´t answering Steve orders and people stop working and going up to keep looking at sky.

Some manifestation around the planet questionating the Egipt digging

Some conversation between Justin and Steve about the best way to get to the chamber, like: (Justin) I didn´t work in here, but byane told me exotrail should be in the piramid center, 36 meters deep down.

Steve: let´s hope not...

After 2 weeks digging and some weird things happening they reach the device chambre. In the exactly time Steve came in the chamber a lot of disaster start happening in the planet. Passangers and even comercial pilots trying to crash the airplane. People stoping to look sky in the midle of street. Trafic jam. And outside the isolation cordon some FBI agents suiciding and start coming inside the cordon. In this time June gave the order to hold anyone who was trying to enter the cordon and some had to be neutralized.



Scene 12  - We are Fucked



In the camp, in a morning rain June and Marcyla are watching the digging and talking

June: Why I have the feeling we are being foolish?

Marcyla: who is “we”

June: Me, the agency, I don´t know like there is an invisible enemy surrounding this op.

Marcyla: Don´t be affect by this piramid. These people from Orion are fucking crazy, no doubt. Anyway, I fell opposite! Before this op I used to feel this invisible enemy and now it has gone.

June: Keep your eyes wide open!

They give a break drinking coffe while they watch Exxomobile holding equipment into the hole.

Marcyla: Do you agree with Steve about the brainwash retrofeeding.

June: no doubt.

Marcyla: If they have so much tecnology why they need us?

June: give a shot...

Marcyla: do you know?

June: I´ve already talk about this with Justin.

Marcyla: Orions seems to be needing help like they can´t solve their own problems even with such tecnology...

June: go on!

Marcyla: clueless about the reason.

June: When Pump met Justin Jonas asked him why they inserted sexual life on Earth if they already knew it was the biggest problem in Orion.

Marcyla: All sense!!! Jonas don´t miss a shot...

June: After this day I asked Justin what were the psycologist intentions on Earth

Marcyla: Don´t put him in front of me!

June: I never killed someone in cold bload but I could open a exception for him... smiles. Anyway, he said the main difference Earth – Orion is reflection.

Marcyla makes a funny face...

June smiles: see it! They sleep very badly because too much gravity pressure and irregular alternation day – night

Marcyla: are they zumbi?

June: maybe if we go there we would be...

Marcyla: please, go on...

June: Justin said the psycologist knew the astronomic perfection of this planet and hope this condition would provide a higher inteligence. After living here he understood the “profecy” was wright about a regular night giving a specie which their members can thing by theirselfs.

Marcyla: My father didn´t like people who think they can think.

June smiles: smart one! This is the problem why we are completely fucked by the psycologist idea. Thinking by our own is really Strong but it Always generates a problem because the sexuality.

Marcyla: are you saying that the advantage of thinking inwards makes the person lonely?

June: as more you think more lonely you will be!!! And catch this, no one lives lonely in orion because no one stands it.

Marcyla: I´ve changed my mind. I wanna see the psycologist.

June: Kill the father would´t solve the problem he created.

Marcyla: Fine, really fine. The planet demands a thinking life of me, but if I do everybody will hate me!

June: worst than that. No one will care to you, so no fuck.

Marcyla: so we live in the planet called: “think or fuck”.

June: not the planet fault...

Marcyla: not the planet to be blamed, but the divines forces of the universe let this fucking Orions put a fucking life where it shouldn´t exist.

June: Unhapily you are universaly wright about this.



Scene 13 - Government



As long they keep digging diplomatic questions was going through. Egipt president said Pump went crazy trying to destroy Gizé. Putin said in a G8 he didn´t believe the alien invasion and made a public statement to stop the digging. An army of jornalist camp close to FBI agents asking for answers.

In this big mess Pump used to speak to midia sometimes meaning and sometimes joking: We are studying the piramids to a better future(joke).

Exxomobile is looking for oil(Joke).

A lot of journalist start saying about alien invasion. Appears in the scene a flash of a program television:

Journalist A: Pump is hiding an alien invasion.

JournalistB: No, they are just coming to exterminate humans.

A: do you know why they piss of?

B: They didn´t agree the embassy in jerusalem.

C: No, conspiracy theory! Pump is just creating a divergion to be away of the congress and calm down the FBI of assedio charges.

A: by the piramids cost?

C: Cheap to his nuts head!!! Smiles...



Scene 14  - Last Briefing



Pump was Saudi Arabia embassy waiting for calling to go detonate the bomb.

Steve in the phone: President we achive the chamber, and now we are carrying the bomb inside, please come because Justin is saying he is sensing the journey Orion Earth in exotrail is ending and we must implode the piramid as soon as possible.

Pump: work full power I will be with you in minutes!!

Pump arrives in a antigravitation delta ship in the isolation cordon. He was received in a car by Flavanka: Dad they are puting the hidrogene bomb inside the chamber.

Pump: Call everyone for a meeting.

In the camp Flavanka, Marcyla, Justin, Puntel, Bily, Jonas and June talking. Steve was in the chamber.

Justin: We have to explode now!!! They are just coming out Exotrail.

Pump: when?

Justin: I don´t know the exactly time but I sense they are already in a countdown and they will appear very close to earth solar system!

Pump: what is missing?

Flavanka: After steve comes we will evacuate and you can do it

Pump: Start evacuating now!!!

Puntel takes a knife and puts on flavanka neck and says: Stop te evacuation now or I will kill her.

Pump: are you Orion?

Puntel: we need them!

June gives a shot into Puntel head with a ceramic gun while she says quietly: I don´t!

Jonas: did you disobey the order not to enter with guns here?

June: If I used to follow orders I wouldn´t be the director of a secret agency.

Everyone starts to evacuate.

In the car Flavanka talks to Pump:

Pump: Are you sure it will work?

Flavanka: Exotrail point is in the chamber conected to the antena in the top of the piramid.

There a lot of confusion. The leaders asking for a fast evacuation

Pump ready to press the button says in the phone to Steve: go hurry!!!

A emotional scene, Steve comes running in the tunnel around FBI agents, some scientists and exomobile people. They leave everything behind and gets in the car at maximum speed. On the isolation cordon Justin is nervous saying to Pump explode now because they are seconds to appear.

They are watching Steve and the last team coming in some cars to the isolation cordon.

General Hancock says: They are already in a safe zone, Pump is up to you!!

Pump press the button.

The piramid starts to fall down.



Scene 15 – NASA



Shows a main room in NASA where a lot of scientist are expecting the fleet.

NASA scientist A: Huble is apointing to Orion but How we know they will appear in the route Earth – Orion if this exotrail tech distorces time and space. Maybe they will show in a inverse position

NASA scientist B: that´s why huble is full power to any movement.

Bily voice in the speakerfone of the room: Justin has just exploded the exotrail device and he said they are very close to our solar system.

NASA scentist C: intel of secundary telescopes about explosions in saturn.

NASA scientist B: Move Hubble nowwww!

The scenes starts showing the solar system about 210 ships crashing on saturn and his rings. The scene goes to Earth, in Japan when is night, people watching to the lights of the crashing trying to understand what´s happening. A lot of people in all countries in Earth fall imbalance because impact on saturn afects the gravity of the entire solar system.



Starts playing Pink Floyd: we don´t need no education

                                             We don´t need no voice control











[1] Defensive, Estrategic, Last Tatical Agency  - The name shows the agency is the last resorch in human defense. The agency should be invisible and work only in avaliation until no other agency be able to prevent a strike to this planet.
[2] A very different rocky in a old vail with a river in the middle. This is an area where a strong geological crash happened before pangeia.
[3] São Jorge is a small village in a waterfalls place hiden from the rest of world where a Crystal mine had place until 1960 when tech increase how make it on lab.